sexta-feira, maio 05, 2006

Cultura de Emergência



Achar que não se deve cuidar desse ou daquele detalhe da vida da gente leva a uma "cultura de emergência e de míngua" (são minhas as palavras, mas você pode adotar se quizer esta expressão). Aquele que não se cuida e não é devidamente cuidado vai para a energência seguido. Isso pode se tornar uma rotina. Com o tempo o culto emergencial passa a chamar serviços especiais que resolvem tudo urgente como atendimentos emergenciais tão necessários a pessoas idosas e especiais como é o caso da Eco-salva. Tudo bem: necessário e indispensável, mas aquele cardíaco adora bacon. E não tem problema não. Qualquer coisa chama o médico. Acho que isso é uma forma de co-dependência. Não diga que eu não seja co-dependente em algum sentido, pois sou, mas quanto menos formos melhor.
O sujeito fica sedentário, não faz exercício nenhum nenhum, não come uma verdurinha e dali a pouco já fica muito mal: chama o bonitão da eco-salva!
Nossas vidas vão correndo de qualquer jeito e nós correndo ao sabor das mares altas. Corre daqui e corre dali e não se ouve a voz nem da própria razão e me do próprio coração e se continua assim com a coisa do "tem que isso", "tem que aquilo" e em muitos casos vamos obedecendo ordens em um mundo que ainda é, infelizmente de submissão e vassalagem e daí o sujeito cai de maduro na rua e quebra um membro ou coisa assim. Tempo: Nem para respirar, mas as vezes até que dá para tomar uma xícara de café preto com um cigarro prá acompanhar. E daí: toca para o ossário. Lá eles resolvem tudo na hora. Para colocar o osso no lugar agora é só romper todos os tendões. Crech...Tudo deslocado com a opinião do nobre colega que é emergencialmente chamado para dizer se se deve fazer um procedimento bruscamente urgente que mais tarde poderá acarretar procedimento cirúrgico.
Deixa aquele dente chegar num ponto em que doa bastante, que o sujeito covarde que vai no dentista por qualquer coisinha, afinal o dente pode nem estar cariado e andar fazendo fita e então de novo nós teremos: cultura de emergência. Deixa estourar que aí a gente vê como é que fica.
Tá com dor na coluna. Vem que eu te dou um jeito. Crash...Pronto. Tudo no lugar. Só que o que arruma em cima solidifica em baixo e o problema da sua coluna está descendo. Co-dependência de pessoas que arrumam coluna bruscamente é tudo o que você vai precisar daqui para frente. Crasch...Woooo...que alíveo imediato depois do ui. Pois, é. Fácil como arrancar o dentinho de um infante a muque. Cultura de emergência. Pronto socorro. Tô muito mal...e assim vai.
E então vamos nos cuidar?

_Croach! Já tô me cuidando. Minha cultura é de paciência.

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