quarta-feira, abril 19, 2006

Crianças com necessidades especiais

e minha pequena participação nestes casos:

Tenho me sentido bem em contribuir com a confecção de material didático para crianças com necessidades especiais algumas com síndrome de down, sobre outros problemas eu não saberia dizer. O material que tenho ajudado minha sobrinha a confeccionar para seu estágio também é especial. Em muitos casos as crianças apreciam mais o material com textura e alguma dimensão (Faz alguns dias escrevi este texto, mas eles estão compreendendo de modo geral os desenhos de uma forma mais abstrata ou seja sem dimensões e texturas.) e o resultado do trabalho é realizador. Eles estão tendo um desenvolvimento impressionante. Tem se trabalhado com animais e eles amam os animais. A menina autista do grupo tem preferência por borboletas. Que bom gosto! Pensei. Foi compensador ter feito uma linda máscara de borboleta e esta cobria somente metade do rosto na ocasião em que fiz máscaras para eles interpretarem os animais. Os sons, os CDs de historinhas e com músicas são muito apreciados e toda a turma dança e acompanha músicas colocadas. Eles curtiram muito a historinha do Rei Leão pedindo para que fosse repetida inúmeras vezes. Então um menino cheio de personalidade discutiu com minha sobrinha que a onça pintada era um leão ("Não é onça nada, é eão, Fessora"- E está certo pois se ele viu um felino na vida este felino deve ter sido um gato, quando muito e o rapazinho apreciou mais o leão do que a onça).
As dificuldades grandes e pequenas se tornam minúsculas diante dos resultados obtidos no desenvolvimento destas mentes que muito dependem da relação com o ambiente e do afeto. Eles possuem uma cultura própria. Nós nos traduzimos para eles e assim estamos todos incluídos em um mundo que em tudo depende da diversidade. Estou podendo colaborar com a total orientação da minha sobrinha para não fugir das regras da atual didática, mas nem em tudo concordo com essa.
Hoje eu fiz alguns cartões que são simples cartões para reconhecimento das imagens, para que eles digam o nome dos animais e de outros elementos da Floresta Amazônica que estão estudando. Está sendo importante o reconhecimento da importância da chuva, do sol e das árvores para o planeta e eles tem sobre isso a percepção possível que também disrespeito a dar importância a natureza. Minha sobrinha trabalha de diversas formas com o livro do Boti (golfinho) do Boticário. No ano passado trabalhou os animais da fazenda e neste ano está trabalhando com os animais e outros elementos da Selva, sobretudo da Amazônia. Afora isso tem sempre as ocasiões especiais como hoje que foi dia do índio (fiquei sabendo tarde e não me dei conta) e neste caso as crianças receberam cocares que ela mesma confeccionou, pintaram os cocares e representaram índios. Na hora de desenhar uma oca eu não lembrava mais como se desenha uma oca brasileira e me parece que minha oca saiu em inglês. Também para eles foi lida a história me parece que do três porquinhos onde ouve convite da professora para que representassem sons relativos. Até certo ponto tudo deu certo e muito bem até que um aluno puxou-lhe o livro das mãos e saiu correndo.
Este tipo de travessura pode estar servindo para ganhar atenção especial ao meu ver. Neste sentido, por causa das travessuras, das brigas e eventuais crises como alunos tendo repentinas convulsões, a Priscila tem achado cansativo estagiar, mas bastante realizador também.

_Minhas necessidades também são especiais.

_Tá, eu também tenho necessidades especiais e finalmente consegui decorar o nome politicamente correto para estas crianças, até que talvez mude tudo daqui um ou dois anos. Deixa assim que está bom. E me parece que neste texto não houve nenhum problema de dislexia ou coisa assim. Ou houve?

_Croach...O que houve com você é que precisa mais swing.

_Tá, eu sei. Não enche. Fui.

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