segunda-feira, março 13, 2006

Mata Atlântica hoje

A pedido da Mar , divulgo este e-mail via blog. Não costumo fazer divulgações via e-mail, pois fico longe de tudo o que cheira a corrente por e-mail.

Este post é dedicado a minha amiga Mar, dedicada as causas do meio ambiente e dos animais com muita fé, propósito, ideal e missão.

"MASSACRE DOS NOSSO BICHOS - Divulgue e participem da campanha !

ONGs "ambientalistas" e bancada ruralista fizeram uma aliança ($$$) para tentar aprovar um projeto de lei, o PL-Mata Atlântica, que libera os desmatamentos (PL da devastação).
A lei atual (decreto 750) já protege muito bem a Mata Atlântica e agora que começou a pegar para valer (com a atuação firme de ministério público tanto estadual como federal), a incomodar os devastadores, querem puxar o tapete e liberar tudo.
Se você acha ético defender a vida, que as gerações futuras têm direito a herdarem pelo menos alguns vestígios da MATA ATLÂNTICA, divulgue esta campanha! Exerça sua cidadania!! AJUDE A SALVAR A MATA ATLÂNTICA DA COBIÇA DO PODER ECONÔMICO.
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Não publico alguns e-mails aqui, pois faço diferente dos outros.
Aqui haviam e-mails para eventuais protestos de indignação.
Proponho que você tome consciência dos fatos e tome as suas próprias decisões criativas, caro leitor (Ruth Iara)
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(sugestão de protesto acatada por mim aqui neste post)

"Senhores Deputados,

Solicito uma melhor análise e discussão a respeito dos artigos 23 e 27 do PL-Mata Atlântica. Vejo com muita preocupação estes dois artigos, que liberam os desmatamentos e permitem a ação de madeireiras nos últimos fragmentos, nos vestígios da Mata Atlântica, o que é muito grave. Além disso, os pequenos proprietários não serão beneficiados, pois dificilmente eles ainda têm floresta para destruir nas condições estabelecidas pelo projeto. Ou seja, o projeto estimula a ocupação de áreas preservadas, sobretudo para implantação de reflorestamentos de pinus e eucalipto de grandes empresas, em parceria ou aquisição da área, como já vem ocorrendo.
Percebe-se que o projeto contempla o negócio de muitos dirigentes de ONGs, com a tal restauração, mudinhas de árvores etc. Isso não tem fundamentação científica, é folclórico. É impossível restaurar um ecossistema tropical tão complexo como a Mata Atlântica. É BRINCAR DE DEUS! A regeneração natural (espontânea) é muito vigorosa, sendo o processo predominante na maior parte da Mata Atlântica. A regeneração natural evita também a contaminação biológica, ou seja, a propagação de árvores de outras regiões (uma mesma espécie apresenta diferenças genéticas de uma região para outra). Devemos salvar as florestas que estão em pé, e todo o esforço deveria ser empreendido neste sentido.
O tal Fundo de Restauração deveria ser destinado exclusivamente às unidades de conservação federais e estaduais que estão à mingua e não no fortalecimento dos negócios particulares de dirigentes de ONGs.
Os senhores deveriam consultar os especialistas das universidades para reexaminar esta matéria, que é de extrema importância para a sociedade. Estão em jogo as últimas áreas de Mata Atlântica!!!
É uma insensatez pretender "salvar" a Mata Atlântica com uma lógica puramente econômica. A Mata Atlântica precisa de proteção e não de regras de exploração para atacar o que resta.
DESMATAR NÃO É PROGRESSO, DESMATAR TRAZ MISÉRIA!
O Brasil é um País moderno, não é um País de miseráveis que precisa aniquilar as últimas áreas de Mata Atlântica que garantem o abastecimento de água para 120 milhões de brasileiros e asseguram a prosperidade econômica nas grandes metrópoles. Não à lei dos desmatamentos (PL-Mata Atlântica)!
Atenciosamente,"
...
Ruth Iara
(Aqui eu assinaria um e-mail de indignação, mas este é um post de indignação, pois eu segundo algumas pessoas a Mata Atlântica está sendo destruida, segundo outras não e não posso ficar esperando que haja destruição de um ecossistema todo para depois tomar uma atitude, embora eu não tenha pressa. - Ruth Iara)
(Acho válido o pedido, isto é procedente. Quem pode tomar consciência do que realmente está acontecendo somos nós: o povo. - Ruth Iara)
...
"SAIBA MAIS SOBRE ESTA LEI
UM GOLPE DE MISERICÓRDIA NA MATA ATLÂNTICA
PL da devastação!
Fiquem atentos sobre a propaganda enganosa que está sendo divulgada por intermédio das ONGs governistas do novo projeto de lei (PL) da Mata Atlântica. Está se cometendo um gravíssimo equívoco ao informar a sociedade que o novo projeto vai proteger a Mata Atlântica, quando na verdade é bem ao contrário. E a sociedade precisa ser informada disso corretamente. Observa-se que não está sendo praticado o bom jornalismo nas notas que estão sendo publicadas na imprensa, pois não se comenta nada sobre a parte podre desse PL, que pode ser chamado de PL dos desmatamentos, da devastação, e ameaça aniquilar de vez com o que restou da Mata Atlântica.

Neste PL, as últimas áreas de Mata Atlântica são golpeadas do 1o. ao último artigo. Num desses artigos, por exemplo, permite o desmatamento e em outro possibilita a volta das madeireiras. A lei atual (750) é muito mais rigorosa em proteger a Mata Atlântica da ganância do poder econômico neste momento tão crítico, onde há uma pressão muito forte por parte das empresas de reflorestamento de pinus, que serão bastante beneficiadas com o novo projeto. Resumindo: a lei atual PROTEGE, enquanto a nova lei LIBERA o ataque aos remanescentes. A proposta da nova lei é equivalente a liberar os assaltos com regras sobre locais, horário, perfil da vítimas como medida para acabar com esse tipo de problema. Ou seja, não é possível conter a ganância das pessoas sem leis de proibição.

A Sra. Miriam, da APREMAVI (cujo marido, Wigold Schaffer, ocupa um cargo no Ministério do Meio Ambiente – é coordenador da Mata Atlântica), já teve a oportunidade de experimentar na prática o quanto são nocivas para a Mata Atlântica as propostas que defende com tanto fervor, que foram utilizadas há 5 anos no fracassado assentamento ecológico da Serra da Abelha, em Vitor Meireles (SC), quando ajudou o INCRA-SC a promover um assentamento numa das mais bem preservadas florestas de araucárias, com área de 4,2 mil hectares, que está agora sob intervenção do Ministério Público Federal, numa tentativa de salvar o que ainda resta daquela área, já quase totalmente destruída pela "exploração sustentável" dos assentados. Lamentavelmente, foi uma grande perda para a humanidade, dado a situação dramática das florestas de araucárias.

A Mata Atlântica precisa de proteção e não de propostas irresponsáveis de pessoas ambiciosas que defendem interesses pessoais acima de qualquer coisa. Lembrando que os viveiros de mudas, empreendimentos de dirigentes de ONGs ambientalistas, são muito bem contemplados no novo projeto. O direito individual não pode prevalecer sobre o coletivo, conforme estabelece a Constituição de nosso País, e das nações civilizadas em todo o planeta. "

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Minha resposta para Mar:
Querida Mar!Eu precisava mesmo de maiores esclarecimentos. Acho que sabes, mas convêm esclarecer ainda o seguinte: Em Tapes, interior do Rio Grande do Sul ouve invasão de uma fazenda pelos sem-terras liderados pelo MST e líderes europeus que incentivaram o movimento. O movimento teve cunho ecológico, mas não houve mensão sobre os motivos ecológicos do movimento na ZH, para a qual não interessou o fato desta fazenda estar produzindo madeira para celulose, pois no Rio Grande do Sul se pretende grande produção deste material para confeccionar papel principalmetne e com madeira de eucaliptos que podem estar formando monocultura, além de toda monocultura e latifúndios que temos por aqui. Em represália o Estado não vai mais fornecer incentivo ao MST e reclamam da impunidade dos mititantes do movimento pela reforma agrária que pretendem revolucionar por meio da força (não me sinto no direito de julgar uns e outros neste caso, pois não pertenço a estas categorias de sem-terras ou de agricultores). O Brasil nesse sentido vive um momento de crise e de transformação e o esclarecimento com diversos dados neste momento é de extrema importância para que as pessoas não formem uma opinião maniqueista e direcionada pela mídia em diversos sentidos. A mim parece que o plantio do eucalipto, a industrialização do papel a partir deste plantio trará recursos mais imediatos principalmente para o Rio Grande do Sul e divisas para o Brasil, mas a longo prazo poderemos ter um furo na ecomia causado por graves problemas ecológicos que não estavam em pauta na hora de repartirem a renda e engordarem os bolsos principalmente de particulares.Pretendo divulgar o assunto, mas por blog. Façamos parcerias para uma militância ecológica, pois uma gota....você sabe...
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Outro e-mail da Mar muito interessante e esclarecedor:
"Ola amiga. Te achei um tanto qt otimista no comentário no meu blog.
Hmmm seguinte: -Meu protesto iniciou no parecer dum instituto ecológico na minha cidade. São pessoas que lutam em manter a biodiversidade da mata atlântica. A PL Mata Atlantica libera 70% da área para desmatamento e replantio. No caso.. vão replantar eucalipto para vender a peso de ouro daqui a 10 anos. Na net, minha busca se resume em meio ambiente. Cinco horas que fico aqui.. são cinco horas que busco apenas noticias do meio ambiente.
Ruth Iara, mesmo se vc não tem visto nada acontecer nas áreas onde vc passa...... a coisa está acontecendo em outro ângulo. Estou agora num site http://arruda.rits.org.br/ (sim, conheço o Eco- em meus linques...vale a pena- penso eu)
onde se escreve o fato sem medos. Sou um tanto qt atrevida qd escrevo nos meus blogs. Muitas vezes perco a idéia de respeito a humanidade. Mas... isso está enraizado no fato de conhecer pessoas que naum tão nem aí e depredam desmatando sem dó nem piedade.
Ruth Iara.... quando eu me calar é porque o povo acordou.
Fique bem menina... tenha um bom domingo.
Abraços,
Mar "
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Titia Ruth, 43 aninhos, um pouco mais reacionária agora respondeu para Mar o seguinte:
Querida Mar!Ler a ZH e ouvir e ler opniões diversas faz com que eu tenha de medir um lado e outro para chegar a conclusões. Não saio acreditando em tudo que leio. Procuro formar a minha opinião. Ainda colocando um assunto pretendo que outras pessoas coloquem as suas impressões. Minhas impressões são causadas pelo meio em que vivo. A Zero Hora, de Porto Alegre elogiou muito os novos plantios de madeira no Sul, sobretudo os de eucalipto, fato que já está ocorrendo com a permissão do governo. No início assinei um baixo assinado para que isso não ocorresse tendo em vista a monocultura que pode prejudicar espécies nativas e ouvi pessoas de movimentos ecológicos na feira de produtos ecológicos que acontece nos sábado em Porto Alegre. Sou formada em Direito e sinceramente pretendo que quando se coloca uma notícia de peso com esta se deva argumentar mais para que se possa fazer prova e haja maior eficácia e não se pode exigir das pessoas que as opiniões já estejam formadas sobre determinado assunto. Evidentemente que os interessados na madeira de eucalipto principalmente (agora você coloca também o pinho nos seus esclarecimentos) prometeram que o projeto seria sustentável e cientificamente cuidado para que seja. Como eu vou saber se vai ser sustentável se dizem que tudo será sutentável e da boca para fora? Aqui temos um diálogo. Não trato com donos da verdade, mas com pessoas que estão abertas ao diálogo, caso contrário não adianta conversar. Não tenho a menor obrigação de ter certeza sobre assuntos como esse. Respeite minha opinião e eu respeito a sua! Se a Mata corre perigo podemos ajudar, mas não pretenda que eu seja radical, pois não estou disposta a isso. Vou com muita humildade e critério a despeito destes assuntos. E não sou jornalista e procuro não me comportar como se fosse. Como pessoa formada em direito, faço do contraditório (ouvir opiniões contrárias) um princípio sempre válido no que se refere a questões como essa que envolvem Direito.Foram muito bem vindas todas as suas informações. A questão para mim é polêmica e estou em fase de observação. Se tens urgência siga a sua intuição e eu sigo a minha. Acho que vocês, pessoas muito jovens sempre têm urgência em cometer acertos e erros como eu já fiz muitas vezes. "Hoje eu ando devagar porque já tive pressa..."
Ela poderia ter respondido logo (ainda não o fez) que enquanto eu não tenho pressa vão passar de patrola sobre a maior parte da vegetação nativa que ainda resta na Mata Atlântica. E estaria certa. E agora, me diga quem é que está com a razão? Não pergunto sobre eu ou a Mar, mas sobre esta nova lei que serve a fins momentâneos e vai encher bolsos de dinheiro, mas depois...eu não sei como será.
Eu disse no blog da miga do Águas da Vida que a Mata Atlântica estava salva. Essa é uma maneira de dizer tão pessoal quanto dizer que se tudo continuar assim o mundo vai virar um deserto, não sei onde vamos parar, etc... Não importa isso. O que mais importa são os fatos objetivos e as provas quando se trata de lei e de direito. Saibam disso, queridos militantes de Ecologia! Quanto a algumas urgências e atropelos a Mar pode estar muito certa no que faz na maioria dos casos, pois quem evita cometer todos os erros nestes casos não faz é naaaaaaaaada.

_Tá tudo muito difícil, não é?

_É. Parece que complicou. Acho que aqui temos conflito de interesse qualificado por pretenção resistida.

_Ih...Isso não me cheira bem...

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