quarta-feira, janeiro 18, 2006

"Fecha os olhos e vê!"

_Um alívio, um alívio, finalmente um alívio!
_Do que estás a falar?
_Refrescou muito em Porto Alegre. Agora me aguardam algumas roupas para passar. Fiz bolo integral ontem com alguns ingredientes saudáveis. Deu até para encarar o forno.
_Sim, e o que tens a postar hoje?
_Bem, espero que vocês realmente possam ver o que lhes trago do fundo do meu baú:
(...)"Um ver que, embora não sendo só o ver da razão, ou só o ver da vontade, ou só o ver dos sentidos, é o ver em globalidade, ou seja, é o todo ver, com a razão, com a vontade, com os sentidos, com tudo o que somos e com tudo o que nos constitui. Também afetos, corporeidade, desejos, paixões, projetos, qualidades, defeitos, circunstâncias e tudo o mais.
É um ver no sentido mais profundo. Um ver tomado no seu sentido mais elevado e mais pleno. Um ver a partir do nosso 'si mesmo' ,'it self' ,'my self' , 'Selbst'. Um ver do 'fundo da alma'. Um ver capaz de ver até mesmo o que não se vê. Capaz de ver de olhos fechados. Um ver capaz de degustar, vendo. Um ver capaz, até mesmo, de se ver, isto é, de se saber vendo. E alegrar-se no ver. e comparzer-se em ver. E plenificar-se no ver. E crescer no ver. Um ver que torna aquele que o exercita um vidente. Um vidente é simplesmente aquele que vê, ou melhor, que sabe ver. Um vidente que termina por ter os olhos não só naquilo que vê, mas os olhos daquilo que vê.
Só é posível agredir-se a um ente quando ele não é visto em seu ser."(...)
Abençoandas palavras estas do vidente ODONE JOSÉ DE QUADROS no livrinho velho e seboso: Estética da vida, da arte, da natureza. Editora Acadêmica Ltda. Palavras sempre relidas para uma vida estética que procuro viver onde vida e arte devem ser as mesmas, onde prosa pode ser poesia e poesia pode ser prosa. Onde tudo pode ser Paz e Amor.
Abençoado você que leu estas palavras. Que elas te tragam alento de vida, Arte, Ciência e Processo de Fazeção, onde fazendo é que se aprende, onde se faz vendo o que és naquilo que fazes do teu próprio jeito, jeito de fazer inconfundível a ser descoberto ad eternum.
Beijos!

Somos aqueles seres que vivem definindo isso ou aquilo, mas definimos segundo nós mesmos, eivando de humano egocentrismo nossos conceitos.



_Encarna num sapo, e depois vem aqui me dizer o que é um sapo! Croach...

Obs: A introdução homenageia sutilmente aos meus queridos novos amigos de Portugal web.

|

Links to this post:

Criar um link

<< Home