segunda-feira, janeiro 16, 2006

Chá de carqueja

Discípulo do Analista de Bajé (afamado livro de Luís Fernando Veríssimo) é Lacaniano de Passo Fundo (da autoria do Mário Corso-chama-se Taurino ou estou enganada). O Taurino dá entrevista para o Caderno de Cultura da Zero Hora, para seu próprio autor:

(...)

"Corso- O que o senhor acha dos avanços na medicação?

Taurino_ Pois olha, eu ainda sô mais dos chás. Esses dias mesmo curei uma guria com carqueja. Veio pras consulta reclamar do mundo, do marido, dos pais, tudo era ruim. Pois pedi que cada dia tomasse três xícaras de chá de carqueja bem forte, uma ao acordar, depois pela tarde e a última pela noite. Passou um mês e ela ali só sapateando no meu saco, falando de tudo de mal que os outros eram. Até que um dia ela diz que o chá não estava dando resultado, ela estava igual e o chá era flor de ruim. E eu lhe disse que o chá não era para ela melhorar. E ela me pergunta: "Prá que é então?" "Isso é prá tu ver como tu é com os outros, guria!" Ela me responde: Eu sou como chá de carqueja?" "Pior", lhe digo, "ao menos carqueja faz bem pros rins". Saiu batendo a porta e mais sem graça que trote de vaca, mas nas sessões seguintes já estava mais prá chá de marcela." (...)

Pela visão astrológica das plantas, plantas amargas trabalham o Planeta Saturno. De bem com Saturno podemos transformar nossas dificuldades em mais sabedoria.

e

Carqueja emagrece prá caramba, sabia?

Uma vez eu estava uma porca magra de gorda e tomei o tal de coscarque de carqueja com algas marinhas no chimarrão. Emagreci comendo tijolinho de goibada de sobremesa sem maiores restrições alimentares, pois na época eu estava viciada no tijolinho de outra Ruth que vende isso.


_Agora você não está mais viciada em doces?

_Não, não mesmo. Mas eu uso mel e açúcar mascavo. Estou levando mais a sério o naturalismo.

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