sábado, dezembro 17, 2005

Diversidade versus monocultura


No Rio Grande do Sul predominam as campinas e um grupo pretende plantar aqui uma grande extenção de eucalíptos para exportação e indústria de papel. Mudei de idéia quanto ao que eu pensava, pois isso interfere no bioma e na biodiversidade rio-grandense que com suas matas nativas, seus campos e criação constitui-se num equilíbrio. Assim a plantação de qualquer monocultura em grande escala pode ser prejudicial, trazer seca, doenças e outros problemas que ainda podemos evitar.
A criação de gado deve mesmo acabar aos poucos na minha opinião e ceder lugar a um processo natural em que não se apresse o curso da natureza. Eu sempre achei que árvore nunca seria demais, mas hoje conversando com um pessoal na feira, mudei de idéia. É certo, pois, que a natureza se adapta, todos nos adaptamos, mas a que custo?
Veja bem que não se discute o plantio destas árvores, mas a quantidade de árvores que irão substituir outros vegetais já adaptados aqui.
Os governos devem privilegiar ao pequeno e médio produtor dando-lhe incentivos, mas existe uma tendência hodierna e histórica privilegiando ao grande produtor, ao grande exportador, ao latifúndio com conseqüente monocultura, monopólio e exploração insustentável. Assim não se pode obter uma base sólida de economia, pois inverte-se a base da pirâmede que se sustenta no seu ápice.

E as lagoas? Eles não falaram nada sobre as lagoas?