terça-feira, novembro 29, 2005

Maconha

De acordo com a última ZH (Jornal Zero Hora de Porto Alegre) de domingo-Notícia de Letícia Duarte:
  • O consumo livre e crescente garante a legalização informal
  • É atalho para substâncias mais pesadas e incentivo para rede de tráfico e violência
  • O modelo norte-americano investe pesado na repressão e o europeu defende a descriminação do usuário e penas terapêuticos e o Brasil paga por ficar no meio do caminho.
  • A lei ainda considera crime o consumo, mas não prevê prisão dos usuários.
  • Segundo Cintia Freitas, coordenadora do programa de Redução da Demanda de drogas do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, é preciso focar no controle do tráfico, além de serviçõs de tratamento pelo Estado e ações de prevenção. Mas falta atendimento médico para dependentes, e a polícia está longe de ameaçar o tráfico.
  • Descriminação do usuário: Para o sociólogo Paulo César de Campos Morais, a sociedade ganharia com a descriminação do consumo. É preciso tirar o estigma do usuário, e ao mesmo tempo aprovietá-lo como fonte de informações para coibir o tráfico.
  • Quem experimenta maconha tem até 66,7 vezes mais riscos de consumir outras drogas
  • O uso sitemático aumenta em seis vezes o risco de evasão escolar
  • Em média, usuários de maconha têm duas vezes mais risco de depressão (e dá enfase a qualquer problema psíquico-o parentese é meu)
  • O governo brasileiro gasta ao menos R$ 82 milhões ao ano para tratar problemas ligados ao uso de drogas
  • Os últimos 3 ítens são de acordo com o que diz o psiquiatra Renato Laranjeira.

Com vocês a blogueira que lhes escreve:

Como considero a maconha, uma planta da natureza como as outras, com suas diversas propriedades podendo ser usada como remédio faz tempo que eu estava querendo colocar algo aqui no Muito fofo sobre a maconha. A maconha vem sendo usada em alguns países no tratamento do câncer aliviando dores e enjôos causados pela radioterapia. Tem usos com shampoos, comidas, etc. A Alemanhã atreveu-se a fazer uso industrial da maconha de diversas maneiras. Mas, cada lugar tem um contexto diferente. No Brasil eu acho que não há preparo para plantação e utilização da maconha ainda. Mas, é interessante que os dependentes sejam tratados e quando preciso gratuitamente e sejam descriminados pelo Poder Público, sendo proibido o tráfico. Muitas pessoas dependentes de drogas são ameaçadas e isso se torna um verdadeiro terror. Trazer para o lado da proteção da sociedade com todo o cuidado necessário aqueles que estão dependentes de drogas, a começar pela maconha é muito importante. Neste sentido é possível que as pessoas, ao menos muitas delas queiram se tratar e querer se tratar já é um bom começo. O tratamento, muito difícil, diga-se de passagem, dependerá da ajuda da família e inclusive da sociedade que precisa se solidarizar com problemas de forma geral que existem em quase todas as famílias. O controle das drogas ajudará indiretamente no controle da AIDS, é lógico, além de ajudar no controle da violência e da marginalização dos jovens.

Na minha opinião a canabis sativa será um dos remédios receitados no futuro e por profissionais da medicina ou da fitoterapia. Não sei se da terapia floral, mas se a maconha tiver flor pode ser. Mas, é preciso um contexto muito seguro para que isso ocorra.

Veja aqui sobre a responsabilidade penal a respeito do uso da maconha.

Esta responsabilidade deve mudar a fim de trazer a pessoa drogada para o lado mais saudável da sociedade onde pode receber proteção de alguma forma.

Minha pergunta: E se plantassem maconha em grandes plantações quem sabe, ou mesmo em pequenas extensões de terra para ser usada em produtos industriais não tóxicos e em medicamentos, muitos não seriam tentados a consumir esta erva para fins de drogarem?

O sapo diz: Não sei não...Perigoso, né?

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