quinta-feira, agosto 18, 2005

Lógica

O material precioso que coloco aqui quase que na íntegra sobre o assunto com algumas modificações adaptadas à internet é do livro

Trabalho dirigido de Filosofia
Parisi - Cotrim
Edição Saraiva
2º grau-



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"A palavra lógica origIna-se do grego logos que significa raciocínio. A função da lógica é muito ampla: oferecer a estrutura pela qual o pensamento deve ser orientado para a procura e demonstração da verdade.

Na aplicação da lógica, nos defrontamos basicamente com dois tipos de problemas:

Estabelecer a forma correta do pensamento para que ele possua validade.


Estabelecer a forma correta do pensamento para que ele corresponda a algum fato da realidade, motivo da nossa preocupação.

Em decorrência destes dois tipos de problema, nascem as duas grandes divisões da lógica:

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LÓGICA FORMAL E LÓGICA MATERIAL

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LÓGICA FORMAL

A lógica formal preocupa-se com a maneira pela qual o pensamento deve se apresentar para ser correto. Em outras palavras, preocupa-se em estabelecer a forma pela qual o pensamento deve ser enunciado para que possua validade.

Primeira parte: a apreensão dos fatos e o nascimento das idéias

Através da simples apreensão, tomamos conhecimento de um fato, nada afirmando ou negando sobre ele. Durante esta etapa, colocamos dentro de nós o conhecimento de algo proveniente da realidade, gerando, desta nameira, a formação de uma idéia.

O enucniado de uma determinada idéia através da palavra falada ou escrita recebe o nome de termo.

Ex: Dois rapazes ouvem música. Um deles concebe a idéia de que a música é linda e em seguida procura transmiti-la através da palavra falada e escrita.

A transmissão de uma idéia através da palavra falada ou escrita constitui o termo, que pode ser formado de uma ou de diversas palavras, dependendo da idéia que se deseja transmitir.

O termo, por se originar de uma idéia, não pode jamais ser incoerente, uma vez que nossas idéias não podem ser confusas; elas precisam ser definidas para que sejam corretas.

Em lógica, chamamos de definição o enunciado das qualidades essenciais de uma idéia, ou seja, o enunciado de tudo o que se refere a uma idéia e apenas àquela idéia.

*Vento é o ar em movimento das manhas de primavera.
Esta não é uma boa definição porque é muito restrita.

*Vento é o ar.
Esta não é uma boa definição porque é muito ampla.

*Vento é o ar em movimento.
Esta é uma boa definição porque enuncia as qualidades essenciais do vento.

A definição de uma idéia deve ser válida para todos os objetos a que ela se refira _ extensão da definição _ e deve estabelecer as propriedades que os objetos precisam possuir para pertencerem àquela idéia_ compreensão da definição.

Se eu digo, por exemplo, que o homem é uma animal racional, essa idéia se estende tanto para Carmem, como para Rose, Roberto, Plínio, etc., pois todos estes seres comportam a propriedade de serem animais racionais.

Segunda parte: relacionando idéias

De posse de determinadas idéias, começamos a relacioná-las entre si. Desta relação resulta o juízo que é a afirmação ou negação que se faz entre duas idéias.

Ex: Um rapaz relaciona a idéia de livro à idéia de muito bom. Enunciou um juízo.

Terceira parte: ordenando os juízos

Depois de formular os juízos, isto é, depois de comparar as idéias, a nossa inteligência começa a ordená-los, buscando uma conclusão antes desconhecida. Esta operação mental recebe o nome de raciocínio.

O enunciado de um raciocínio através da palavra falada ou escrita chamamos de argumento.

Vejamos o exemplo clássico de um argumento:
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ANTECEDENTE___

Todo homem é mortal
Socrátes é homem


CONCLUSÃO_______Logo, Sócrates é mortal.

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Através do exemplo acima podemos observar que o argumento se compõe de proposições antecendentes que encaminham o raciocínio para uma conclusão.

Existem basicamente dois tipos de raciocínio: o dedutivo e o indutivo.

O raciocínio dedutivo é aquele que parte de antecedentes gerais e chega a uma conclusão particular.

Ex:

ANTECEDENTE GERAL: Toda matéria ocupa lugar no espaço.
Este livro é uma matéria.

CONCLUSÃO PARTICULAR: Logo, este livro ocupa lugar no espaço.

Por outro lado, o raciocínio indutivo é aquele que parte de antecendentes particulares e chega a uma conclusão geral.

Ex.
ANTECEDENTE PARTICULAR: Os animais vertebrados se nutrem.
Os animais invertebrados se nutrem.

CONCLUSÃO GERAL: Logo todos os animais se nutrem.

O raciocínio indutivo, partindo de verdades particulares, tende a chegar a conclusões apenas provavelmente corretas, enquanto que o raciocínio dedutivo, partindo de verdades gerais, tende a chegar a conclusões seguramente corretas. Isto porque no raciocínio indutivo a conclusão não está implícita no antecedente, ao passo que no raciocínio dedutivo a conclusão está implícita no antecedente.

UM ARGUMENTO CHAMADO SILOGISMO

O silogismo é um argumento formado de dois antecedentes e uma conclusão. Estes antecedentes recebem o nome de premissas.
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PREMISSAS: Toda música é formada de sons musicais.
A Aquarela do Brasil é uma música.

CONCLUSÃO: Logo, a Aquarela do Brasil é formada de sons musicais.

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O silogismo é composto de três proposições onde podemos destacar três termos: termo maior, termo menor e termo médio, que você poderá identificar através do exemplo abaixo:

Termo médio...A verdadeira arte

possui valor. ......Termo maior


Termo menor....Este quadro é
uma verdadeira arte. .......Termo médio.

Termo menor.....Logo, este quadro

possui valor. .........Termo maior.

A validade dos silogismos

Do ponto de vista da lógica formal, existem tradicionalmente três regras que nos permitem averiguar a validade dos silogismos.
Estas regras são:

a. O silogismo deve conter apenas três termos.

Exemplo de transgressão a esta regra:

A rosa tem várias pétalas.
Rosa é uma menina.
Logo, uma menina tem várias pétalas.

O silogismo acima transgride a primeira regra porque possui quatro termos, visto que o termo médio rosa é tomado em dois sentidos: rosa nome de flor e Rosa nome de mulher.

b. De duas premissas negativas, não se pode concluir nada.

Exemplo de transgressão a esta regra:

Jair não é um mau violonista.
Um mau violonista não é um artista.
Logo, Jair não é um artista.

c. De duas premissas particulares, não se pode concluir nada.

Exemplo de transgressão a esta regra:

Algumas pessoas não são educadas.
Algumas pessoas não são inteligentes.
Logo, alguns inteligentes não são educados."

Gostaram? Tirei fora os exercícios do livro e pretendo trazer para vocês o próximo capítulo:

LÓGICA MATERIAL

*As borboletinhas colocadas aqui são material da internet de autoria desconhecida.


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