sábado, agosto 20, 2005

LÓGICA MATERIAL

Você faz parte...

Azul azul azul blue blue blue

"Onde quer que você vá, vá de coração." (Vide em Doce Veneno-desconheço o autor) Isso me veio...

Tá, agora chega e vamos à Lógica Material propriamente dita. Isso é muito lindo.

Do Livro Trabalho Dirigido de Filosofia

de Parisi e Cotrim
Ed. Saraiva- Livro Velho de mais para dizer a idade

"A lógica material preocupa-se em estabelecer a forma correta para que exista uma correpondência verdadeira entre o nosso pensamento e o fato da realidade.

Como produto direto desta correspondência entre pensamento e fato, surge a verdade lógica,
que nasce homem sobre a realidade do mundo.

Quando possuímos um juízo que não resulta de uma correspondência verdadeira entre o nosso pensamento e o fato real, surge o erro.

Vamos ver se você está ligado(a):

Então você pode dizer que a verdade lógica está presente nos juízos que.......(resultam; não resultam) da correspondência entre o pensamento e o fato real.

Você pode dizer também que o erro resulta da......(correspondência; não-correspondência) entre o pensamos e o fato real.

Leia agora o texto abaixo que versa sobre o erro. Ele foi transcrito do livro Curso de Filosofia de Régis Jolivet.

a) Causas do erro. Provêm da fraqueza natural do nosso espírito: falta de penetração; falta de atenção; falta de memória. Todavia, esta imperfeição notável do espírito não é jamais acausa suficiente do erro. Porque como a inteligência só é obrigada a assentir pela evidência do verdadeiro, jamais se enganaria, ou, em outras palavras, jamais nanifestaria sua adesão fora da evidência, a não ser que estivesse sofrendo de uma influência estranha. Esta influência estranha é a da vontade submetida às paixões, e, por conseguinte, as verdadieras causas do erro são quase sempre as causas morais.

b) Causas morais. Podemos reduzi-las a três princípios, que são: a vaidade, pela quanl confiamos em deamisa nas nossas luzes pessoais, _ o interesse, pelo qual preferimos as asserções que nos são favoráveis, _a preguiça, pela qual recuamos ante a informação e o trabalho necessário, aceitando sem controle os preconceitos em voga, a autoridade dos fatos sábios, as aparências superficiais, os equívocos da linguagem etc.

Os remédios contra o erro_Se o erro tem causas lógicas e causas morais, devemos conbatê-lo por remédios lógicos e remédios morais.

Remédios lógicos. Constituem uma espécie de higiene intectual e tendem a desenvolver a retidão e o vigor do espírito, pela aplicação metódica das regras lógicas e, pelo controle da imaginação, o desenvolvimento da memória.

Remédios morais. São, naturalmente, os mais importantes. Resumem-se no amor a verdade que nos inclina a desconfiar de nós mesmos, a julgar com um perfeita imparcialidade, a agir com paciência, cirunspecção e perserverança na procura da verdade.

O ERRO VESTIDO DE VERDADE

Existem argumentos que se apresentam de forma aparentemente válida, embora sejam essencialmente incorretos. Estes argumentos são os erros disfarçados em verdades e recebem o nome genérico de sofismas.

Vamos conhecer agora os mais freqüentes tipos de sofisma:

Equívoco e ambiqüidade

É comum encontrarmos palavras que possuem diversos significados. A palavra manga, por exemplo, pode ser usada para denominar o fruto da mangueira, como também a parte do vestuário onde se enfia o braço.

O sofisma do equívoco e da ambigüidade resulta do emprego de uma mesma palavra em dois ou mais sentidos.

Exemplo: Toda a barata é um inseto.
Esta flor é barata.
Logo, esta flor é um inseto.

Ignorância da causa

Este sofisma consiste em se concluir que um fato foi causado por circunstâncias acidentais que o antecederam.

Exemplo:

Alexandere viu um gato preto antes de escorregar.
Logo, ele escorregou porque viu um gato preto.


Comparação indevida

Este sofisma consiste em se tirar conclususões a partir de certas semelhanças entre dois objetos, desprezando-se a partir de certas semelhanças entre dois objetos, desprezando-se suas diferenças.

Exemplo:

Os animais são seres vivos como os vegetais.
Os animais se locomovem.
Logo, os vegetais também se locomovem.

Petição de princípio

Este sofisma consiste em se tomar como verdade demonstrada justamente aquilo que está em discução.

Exemplo:

O cigarro prejudica a saúde porque faz mal para o organismo."

(Aqui não resultou erro mas poderia ocorrer.- o parentese é meu)

A lógica material parece muito simples. A formal é mais complexa ao meu ver. Se uma pessoa qualquer receber um texto cheio de conclusões e juizos pode averiguar o texto sob o ponto de vista da lógica formal e material também. Muitas vezes o texto vem com uma antecendente ou conclusão que o autor tinha debaixo da manga e neste caso eu me deixo guiar por uma lógica que vem da Kabalah Judaica: Qual a intensão que está por trás desta colocação? A Kabalah ensina a questionar sobre a intensão que existe por trás de cada ação. E ensina também a não fazermos julgamentos tão rígidos tendo em vista que mais de uma intensão e alguma principal deve estar por trás de uma prática.

Muitas vezes o pretexto é colocar-se em desequilíbrio de superioridade em relação ao outro, amigo ou inimigo quando o sujeito é de alguma forma competitivo. Se pergutamos qual é esta intenção que também pode ser a melhor possível e todos são inocentes, até prova em contrário, vamos observando com cuidado os discursos, sem precisar ter muita preocupação se temos sabedoria em desenvolvimento em baixo da nossa manga. Por outro lado perguntar a intenção clara das pessoas num contexto repressivo como o que vivemos (repressão cultural) pode significar um confronto violento quando na verdade seria muito salutar se fosse de praxe fazer isso. Assim, por trás de uma colação, de uma pergunta pode estar um julgamento, mas para desconfiar de maneira adequada desconfiemos de nós mesmo sem aceitar a aparente falta de riscos que a certeza nos oferece.

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