quinta-feira, agosto 18, 2005

Como constroem-se os silogismos

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Silogismo não é coisa só de Filosofia.
Estamos sempre construindo silogismos quando pensamos.

Um silogismo é constituído de duas ou mais premissas e uma conclusão.

É preciso que cada premissa de um silogismo e sua conclusão sejam verdadeiras. A conclusão depende muito das premissas verdadeiras, mesmo assim, duas premissas verdadeiras podem resultar em uma conclusão falsa engrandecendo o problema da lógica.

PREMISSAS:

Premissa I: Quem tem um amor precisa cuidar dele.

Considero esta premissa verdadeira. E você?

"Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativastes." (A. S. E._podem achar tb. que a premissa é falsa- depois vou procurar um exemplo mais cabal.

Premissa II. O romance de Romeu e Julieta acabou mal. - Sim, todos sabem que o Romance deles deu no que deu.

CONCLUSÃO: O romance entre Romeu e Julieta acabou por falta de cuidados. _ Conclusão falsa.

E a rival de Julieta se houvesse diria: "Aha...Eu não disse? Eu bem que avisei que não ia dar certo. he...he... E a culpa foi de Julieta."

A conclusão falsa de uma silogismo assim é frustante, cruel e injusta, além de ser pouco racional.
Sorry!

O problema que ocorre neste silogismo acima é um erro de generalização em termos partido do particular para o geral. Por isso o método da Ciencia é preferencialmente dedutivo e não indutivo, partindo do geral para o particular. Isso oferece mais segurança, embora em alguns casos particulares usem a indução exigindo muita precisão de raciocínio.

Acho que o que ocorreu no caso desta conclusão acima é falta de imaginação ou esperteza para enganar quem for bobo. Tenho observado muito este problema na oposição da CPI nos textos sobre relacionamento, em poesias simplorias e mal feitas. Concluo que a falta de silogismo adequado é fatal para a qualidade. No Direito trás julgamentos injustos. Um texto completamente indigesto que lemos deve ser relido para ver se não há nele uma lógica falsa. Geralmente é o que ocorre quando não gosto de um texto ou de algo que alguém me fala: silogismo falso. Os textos que me fazem mudar não agridem, por outro lado. É preciso neste caso dissecar a lógica e reiniciar o raciocínio cuja clareza nos apacenta. Os mais versados em logistica, aliás, deixam as conclusões muitas vezes em aberto, técnica que se torna na proposição de um tema algo bastante convidativo e aberto. Isso exige boa freguesia. Nem sempre gosto desta técnica, pois pode servir como mecanismo de manipulação e de indução do raciocínio para onde aquele que lança as premissas deseja. (Pode resultar em metodo de conversão que não respeita os caminhos da alma alheia)

Vemos silogismos em toda parte. Eles minam as idéias, textos e discursos quando mal construídos.

O leitor de qualquer texto, o advogado, o médico, o estudante, enfim todos precisam ter senso crítico em relação à construção do próprio raciocínio e a do racicínio dos demais na medida em que todos nós absorvermos falas e escritas a todo momento. Esta boa observação pode nos salvar de erros e injustiças.

Há diversos tipos de silogismos e isso pode complicar bastante. Complicar aqui não vem ao caso. Quero ver se volto a falar neste assunto depois de consultar os meus alfarrábios.

Como nada acontece por acaso não é por acaso que coloco esse assunto aqui, podes crer. É porque está na hora.
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